segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TRANSFEMINISMO: TEORIAS E PRÁTICAS

Durante a 14ª Primavera dos Livros, a ser realizada no Museu da República, no Rio de Janeiro, será lançado nosso livro TRANSFEMINISMO: TEORIAS E PRÁTICAS!


Transfeminismo: Teorias e Práticas
Jaqueline Gomes de Jesus e Colaboradores
Metanoia Editora. Rio de Janeiro, 2014.

Sinopse:
Transfeminismo, tema cada vez mais comentado nas redes sociais e em quaisquer eventos relevantes no campo do gênero, da diversidade sexual e dos feminismos. O livro Transfeminismo: Teorias e Práticas se apresenta como uma "literatura de fronteira", que aprofunda reflexões dessa novíssima linha de pensamento e ação, reconhecendo as contribuições pragmáticas dos movimentos sociais e as observações do meio acadêmico, propondo conexões que, para além de estimular diálogos e estudos, subsidiam iniciativas políticas fundamentadas.

Autoras/es:

Jaqueline Gomes de Jesus (organizadora)
Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília. Pós-Doutoranda pela Escola Superior de Ciências Sociais (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas – Rio de Janeiro. Conselheira-Psicóloga do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (gestão 2013-2016). É professora e pesquisa nas áreas de psicologia social, trabalho, identidade e diversidade, com ênfase em movimentos sociais de gênero, orientação sexual e raça/etnia. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0121194567584126

Juliana Perucchi (prefaciadora)
Professora pesquisadora do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora.

André Lucas Guerreiro Oliveira
Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná e graduado em Fisioterapia pela Universidade Tuiuti do Paraná. Mestrando do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Conceição Nogueira
Professora Associada com Agregação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Doutorada em Psicologia Social pela Universidade do Minho, é autora de vários livros publicados em língua portuguesa (Portugal e Brasil) e de inúmeras publicações em revistas (nacionais e internacionais), capítulos de livros e atas de Congressos sobre a temática dos Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades. Foi coordenadora de vários projetos de investigação nestes domínios apoiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Fábio Henrique Lopes
Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Mestre e Doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) – Doutorado sanduíche com a UNIVERSITÉ PARIS VII. Professor Adjunto do Departamento de História e Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Membro Permanente do Programa de Pós-Graduação em História da UFRRJ. Bolsista Produtividade CNPq. Projeto: Sim, elas envelhecem! Gênero, velhice e violências nas experiências travestis do Rio de Janeiro. Áreas de interesse: Teorias Queer; Relações de Gênero; Disciplinamentos, Biopolítica e Controles Sociais; Violências e Vulnerabilidades; Processos de Subjetivação, Subjetividades e Escritas de Si; Teorias da História. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1193368748768771

Felipe Moreira
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Viçosa e mestre em Antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Branco, cis, classe média, gay e identificado bio-socialmente como homem, além de algumas coisas a mais. Se adianta nas desculpas por algum desentendimento (ou pura ignorância) que possa ter causado desconforto às vivências trans e não-videntes aqui discutidas, mas se põe aberto às críticas. E-mail: pileef@gmail.com. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3322586281761972

Guilherme Gomes Ferreira
Assistente social e Mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da mesma Universidade. Atua e possui interesse nos seguintes temas: Travestilidades; Feminismo, Transfeminismo e Feminismo Intersecional; Relações de Gênero e Diversidade Sexual; Acesso à Justiça, Sistemas Penais e Criminologia Crítica; Movimentos Sociais e Terceiro Setor. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0527376226662721 - E-mail: guih@live.it

Liliana Rodrigues
Psicóloga e Mestre em Psicologia da Justiça pela Universidade do Minho. Desenvolve atualmente o seu projeto de doutoramento na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, financiado pela FCT. Trabalhou como investigadora em vários projetos de Psicologia Social e Ambiente e foi também bolsista da FCT e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Gênero (CIG) em projetos relacionados com os estudos de gênero, feminismos e sexualidades.

Márcio Sales Saraiva
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com aperfeiçoamento básico em Teologia (PUC-Rio) e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UERJ. Assessor parlamentar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Áreas de atuação e pesquisa: Professor de Sociologia e Ciência Política, pesquisador nas áreas de políticas públicas, teoria política e sociologia da religião. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7496055396639688

Natália Silveira de Carvalho
Mestra em Estudos Interdisciplinares Sobre Mulheres, Gênero e Feminismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora da Faculdade da Cidade do Salvador. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1849361671409843

Nuno Santos Carneiro
Investigador e Membro Associado do Centro de Psicologia da Universidade do Porto. Doutor em Psicologia pela Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, com a tese “Ser, pertencer e participar: Construção da identidade homossexual, redes de suporte e participação comunitária” (2006). Tem publicado trabalhos sobre sexualidades e identidades/expressões de gênero não normativas. Desenvolve o projeto de pós-doutoramento intitulado “(In)Pertinências da Psicologia: Análise Crítica de Pressupostos, Valores e Práticas Profissionais nos campos da Diversidade e da Justiça Social”, financiado pela FCT.

viviane v. 
Graduada em Ciências Econômicas pela UNICAMP. Mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA, linha de pesquisa Cultura e Identidade. Integra o grupo Cultura e Sexualidade (CuS). Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0442157404744336

Recomendação de João W. Nery:

O transfeminismo é um feminismo “ousado”. Contribui também na luta contra o sexismo e a transfobia. Reconhece os direitos das pessoas transgêneras de poderem ser cidadãs, de terem autonomia, tanto para dizerem quem são quanto para produzirem seu próprio corpo - valores estes ainda negados por uma cultura que acredita que anatomia é destino.
Excluir, discriminar, silenciar ou assassinar pessoas que desafiam as fronteiras do gênero são violências (simbólicas ou físicas), advindas de uma sociedade que não é verdadeiramente democrática e igualitária.
Recomendo este livro para qualquer leitor que se interesse pela pluralidade da dimensão do que é o humano; por conter artigos que são instigantes e polêmicos, desconstruindo uma visão religiosa e biomédica universal que exerceu sua preponderância por séculos, negando, culpando, pervertendo e tentando curar, aqueles que não estão “encaixados” no “top” da norma social.
Este é um livro para fazer o leitor questionar os produtores de “poder-saber” e ampliar sua visão sobre os direitos humanos, em se tratando de sociedades multiculturais como as que vivemos hoje.
João W. Nery, psicólogo, sexólogo e autor da autobiografia “Viagem Solitária - Memórias de um Transexual 30 Anos Depois” (Editora Leya).

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14ª Primavera dos Livros
Feira literária com a participação de 120 editoras, mais de 15 mil títulos e até 50% de desconto nas vendas. Programação paralela: lançamento de livros, encontros com escritores, debates, atividades para crianças, além de atrações literárias interativas e shows musicais.
Promoção: Liga Brasileira de Editoras (Libre)
30 de outubro a 2 de novembro de 2014
Horário: 10 às 21h
Museu da República – Rua do Catete, 153 - Catete – Rio de Janeiro
Gratuito e para todas as idades

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

BAFÃO: Tem Gente de Esquerda que Vota em Aécio

Comício de Aécio Neves (PSDB/PSB/PPS) no Rio de Janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)


BAFÃO: TEM GENTE DE ESQUERDA QUE VOTA EM AÉCIO
Jaqueline Gomes de Jesus e Marcio Sales Saraiva

Plantamos minas, no campo por onde nós mesmos caminhamos, quando relacionamos diretamente identidades sociais a identidades políticas. Tal prática, por ser tomada como natural, tem sido comumente assumida em diferentes falas de repúdio, ao nível pessoal, àquelas e àqueles que ousam verbalizar a possibilidade de voto para o candidato Aécio Neves (PSDB/PSB/PPS).

Tornou-se comum, especialmente nas redes sociais, uma associação direta entre ser integrante de um determinado grupo social historicamente discriminado e apoiar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), como se a mesma tivesse o "monopólio da virtude" do combate a todas as formas de discriminação e opressão. Nada mais estranho do que o que parece natural ou é "vendido" como se natural fosse:

"Mulher/pobre/negro/gay/trans vota em Dilma, se não vota, é de direita"!

Defendem esse ponto de vista (discriminados votam em Dilma), não somente os partidários da candidata petista, mas igualmente os que temem mudanças na política social ora posta. Quando não lembramos dos que, por diversas razões pessoais, repudiam a imagem de Aécio como representante de grupos dominantes (homem/rico/branco/heterossexual/cisgênero).

É um posicionamento político curioso, não só pelo seu grau de passionalidade, mas principalmente tendo em vista que nem todas as demandas da sociedade civil foram transformadas, pelo governo atual (que completa doze anos no poder), em políticas públicas efetivas; ou se o foram, estão marcadas por um viés de classe com alcance limitado para as especificidades identitárias.

Nem tudo é o paraíso pintado pela campanha eleitoral do status quo.

Exemplo é que as ações afirmativas para inclusão da população negra no ensino superior começaram como resultado da luta autônoma dos movimentos sociais e de setores progressistas das universidades públicas, e não como fruto de ação efetiva do Poder Executivo. O Governo não "deu de boa vontade" tal ou qual política pública, como faz crer sua propaganda. As políticas públicas nascem da interação entre diversos agentes, dentro e fora das instituições do Estado.

Nós temos agora uma política de cotas com recorte social e étnico, além de um projeto para o acesso de negras e negros no serviço público, porém são necessários mais recursos financeiros para que as políticas de inclusão racial se ampliem e sem uma economia estabilizada e em processo de crescimento, as políticas sociais e de inclusão podem sofrer cortes e contingenciamentos, como já vimos nesses doze anos de gestão do PT e seus aliados.

E não só isso. Falta uma aplicação mais rica das potencialidades das ações afirmativas, que não podem ser reduzidas a cotas. É possível que o Governo adote incentivos ou renúncias fiscais para organizações que incluam e valorizam pessoas oriundas de grupos sociais discriminados.

Se formos destacar mais uma dimensão da diversidade, o da diversidade sexual e de gênero, podemos lembrar que foram realizadas as Conferências Nacionais de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), porém os planos e programas delas decorrentes estão longe de serem plenamente instituídos. A coisa toda fica no papel.

Isso sem considerar que, durante o atual governo, a distribuição de kits educacionais para enfrentamento da homo-lesbo-bi-transfobia foi cancelada, após pressão de grupos político-religiosos conservadores que dão sustentação para a coalizão governista no Congresso: "não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais", afirmou a presidenta Dilma.

O Governo que aqui está provou ser refém dos grupos religiosos conservadores, ainda que acene, aqui e acolá, com palavras e papéis. Nada sai do lugar.

Sim. Como "minorias", ou melhor, "grupos oprimidos", participamos dos processos decisórios mais ativamente do que em outros tempos, mas essa participação está se transformando em inclusão efetiva de nossas demandas nas políticas públicas? Em geral, não.

Sendo assim, por que esta paixão dilmista?

O que efetivamente foi feito? Esquecemos todas as críticas que temos acumulado contra a aliança do PT com o fundamentalismo no Congresso, a qual permitiu, inclusive, que Feliciano presidisse a Comissão de Direitos Humanos?

Não vai aqui nenhum antipetismo reacionário, mas um chamado para uma compreensão razoável e serena da distância entre a gestão dilmista e as nossas demandas como grupos sociais subalternizados.

Por outro lado, nós nos propusemos a refletir sobre um espectro mais espinhoso deste período eleitoral: a suposta incoerência de eleitores de esquerda que se permitem investir nesse candidato da "direita". Seria absurdo?

Pensamos que não. Caso não saiba, há pessoas que legitimamente se identificam com a esquerda (e quem somos nós para questionar o direito inalienável de auto-identificação das pessoas?), priorizando o combate as desigualdades e assimetrias, e estas pessoas escolhem democrática e livremente votar no Aécio Neves.

O candidato do PSDB está mais identificado com propostas econômicas liberais, mas tem o apoio de Marina Silva, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Popular Socialista (PPS) e de diversos acadêmicos e ativistas sociais que não podem ser identificados como sendo militantes de direita.

Além do mais, a candidatura do PT não pode se colocar autoritariamente como detentora do monopólio da identidade política de esquerda! Se nós não aceitamos que alguém seja definido por outro como negro(a)/mulher/transexual, tampouco que alguém se imponha como o(a) negro(a)/mulher/transexual "de verdade", porque nos curvaríamos à ideia de que este ou aquele é direitista, ou nos autorrotularíamos como "esquerdistas verdadeiros"?

E mais. Vamos combinar que os doze anos de Governo provaram que o PT fez uma inflexão para o centro, adotando receitas típicas de governos liberais, tais como privatizações/concessões. Só não vê quem não quer.

A possibilidade de vitória de Aécio Neves no segundo turno aponta para a necessidade das esquerdas se articularem, junto aos partidos que darão sustentação a este novo governo, para preservarmos os avanços sociais da última década; reorganizarmos a economia com respeito ao meio ambiente e pautarmos as demandas dos setores sociais historicamente discriminados e injustiçados.

Se Dilma sair vitoriosa, será necessário mantermos a luta pela retomada do crescimento econômico com sustentabilidade; combater a epidemia de corrupção e "arrancar" (isso mesmo) políticas públicas para grupos e setores sociais subalternizados.

Nos dois casos, teremos de enfrentar os conservadores e moralistas que já estão na aliança do PT e os que desejam entrar no Governo Aécio.

O trabalho e a luta nos esperam, enquanto, para quem não sabe, o deputado federal Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, articula-se, com o apoio da bancada da intolerância, com vistas a se tornar presidente da Câmara dos Deputados.

Vamos voltar para as ruas ou ficar nos acusando pelas redes sociais?

Não se engane: existia um Brasil antes do PT, e 500 anos de exploração não mudam só com votos e candidatos.

AME-SE


Colóquio de Psicanálise e Trabalho


Feliz Sexta-Feira: "Não Tenho Lágrimas"

Aproveite a sua sexta-feira!

Carybé, Roda de Samba.

NÃO TENHO LÁGRIMAS
Compositores: Milton de Oliveira e Max Bulhões
Gravada em 1937 e lançada no Carnaval de 1938

Quero chorar, não tenho lágrimas
Que me rolem nas faces
Pra me socorrer
Se eu chorasse,
Talvez desabafasse
O que sinto no peito
E não posso dizer

Só porque não sei chorar
Eu vivo triste a sofrer

Estou certo que o riso
Não tem nenhum valor
A lágrima sentida
É o retrato de uma dor
O destino assim quis
De mim te separar
Eu quero chorar não posso
Vivo a implorar

Quero chorar

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Encontro com Salvador Sandoval

Lembrando do meu encontro no VIII SBPP com o professor Salvador Sandoval, referência nacional e internacional no campo da Psicologia Política:


Muito orgulhosa. Aproveitando, destaco a mensagem na plaquinha atrás de nós, que fica no auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia:


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Feira da Lua

Lembrando de uma deliciosa galinhada no arroz com pequi, acompanhada de feijão tropeiro, creme de milho e um refrescante copão de suco de melancia, na tradicional Feira da Lua, em Goiânia!


Arte & Primavera nos Dentes


Nós, do Coletivo Primavera nos Dentes, estamos convidando pessoas interessadas em realizar performances, intervenções ou alguma outra manifestação artística durante a "Semana de Gênero e Sexualidade: Interseccionalidades em Transe".

Enviem suas propostas de apresentação para o e-mail:
grupoprimaveranosdentes@gmail.com

Cartaz em Goiânia


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Relações Étnico-Raciais e Educação para a Diversidade

O jovem Diego Frazão chora durante o funeral de seu professor Evandro João Silva, assassinado em 2009 (Foto de Marcos Tristão). Saiba mais sobre o ocorrido em https://www.youtube.com/watch?v=PIzqEVJiRcA
.
Diego, também conhecido como "Azul" ou "Diego do Violino", faleceu em 2010, aos 12 anos, em Duque de Caxias, vítima de complicações decorrentes de leucemia (Leia o obituário dele aqui).

*

No dia 22 de outubro, quarta-feira, às 18 horas, darei uma aula pública sobre Relações Étnico-Raciais e Educação para a Diversidade, no âmbito do curso de extensão Gênero e Diversidade na Escola, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, coordenado pelo professor Pedro Paulo Bicalho, e que visa à formação de professores do ensino fundamental e outros profissionais da educação.

Vale ressaltar o apoio de Mariah Rafaela Silva e Maria Luiza R. Cidade (Malu) para viabilizarem minha contribuição. A advogada Heloísa Melino também atua neste importante projeto, que já contou com as falas de especialistas como Fátima Lima, professora da UFRJ.

Aula pública "Relações Étnico-Raciais e Educação para a Diversidade"
Quando: 22 de outubro, quarta-feira, às 18 horas
Onde: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais - IFCS/UFRJ, Largo de São Francisco, Sala 306

Desbinarize-se

"Pode ser ou é
De algum jeito a gente se deu bem
Com tempo pra respirar
Com tempo pra ser bem mais que dois" (É, Tulipa Ruiz).

Grafite no Campus Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

sábado, 18 de outubro de 2014

Racismo e Saúde Mental no VIII SBPP



Daqui a pouco, às 18 horas, lanço os livros "O QUE É RACISMO?" e "O QUE É SAÚDE MENTAL?" durante o VIII Simpósio Brasileiro de Psicologia Política - SBPP.

Será no saguão térreo da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás.

Atenção, interessadXs, disponho de muito poucos exemplares no momento! O valor é de R$ 40, são livros importados de Portugal, ainda no plástico.

Roda de Conversa com Rollemberg e Marina


Roda de conversa com Rodrigo Rollemberg e Marina Silva nesta quarta-feira, 22 de outubro, às 19 horas, na Praça do Compromisso (703/704 Sul), em Brasília.

Encontro Internacional - AIT 150 Anos Depois


Verifique a data em que o Encontro Internacional ocorrerá próximo a sua região:

UNICAMP (Campinas) – 29 e 30 de outubro

USP/UNIFESP (São Paulo) – 30 e 31 de outubro

UFBA (Salvador) – 31 de outubro

UFRJ/UFF (Rio de Janeiro) – 03 de novembro

UFRGS (Porto Alegre) – 24 e 30 de outubro

UFRN (Natal) – 27 de outubro

UFRB (Recôncavo da Bahia) – 30 de outubro

UFMG (Belo Horizonte) – 03 de novembro

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Contribuições da Teoria da Complexidade para a Qualidade de Vida no Trabalho

No dia 22 de outubro, das 10h às 12h, o professor Jose Navarro, da Universidade de Barcelona, será o convidado do Grupo de Estudos e Pesquisas em Ergonomia Aplicada ao Setor Público (ErgoPublic) da Universidade de Brasília, para abordar o tema "Contribuições da Teoria da Complexidade para a Qualidade de Vida no Trabalho".

O prof. Mário César Ferreira, do ErgoPublic, fará uma exposição inicial sobre a abordagem de Qualidade de Vida no Trabalho do grupo, em seguida o professor Navarro fará a sua intervenção e por fim haverá debate.

Local do evento: Sala AT/147, ICC-Sul, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília.

LIDIS Promove Debate com Jaqueline Gomes de Jesus


O LIDIS, Laboratório Integrado em Diversidade Sexual e de Gênero, Políticas e Direitos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, promoverá um debate com esta psicóloga que vos escreve, sobre:

Identidades Sociais e Trabalho: Gênero, Raça e Orientação Sexual na Contemporaneidade

Estão tod@s convidadXs! O evento ocorrerá no dia 21 de outubro, terça-feira, às 18h30, na sala da Coordenação de Formação do CLAM (Sub-enterrado 089, ao lado da EdUERJ), no Campus UERJ Maracanã.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

30 Horas Psicologia JÁ


Mais uma vitória para o projeto das 30 horas semanais de trabalho para psicólog@s‬!


Parabéns, Fenapsi, pelo trabalho que segue. AGORA, SANCIONA DILMA!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

VIII SBPP: Subjetividades Insurgentes & Poder nas Esquerdas


Esta semana, de 16 (quinta-feira) a 19 de outubro (domingo), ocorrerá na Faculdade de Educação (FE) da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, o VIII Simpósio Brasileiro de Psicologia Política - VIII SBPP, cujo tema é "Crise e insurgência: controle da subversão & subversão do controle" e que, nesta edição, homenageia o psicólogo social Ignácio Martin-Baró nos 25 anos de seu assassinato.

A programação está riquíssima, e pode ser conhecida por completo aqui.

Participarei do evento, com atividades diretas nestes três momentos:

17/OUT, sexta-feira, das 14h às 16h: Mesa Redonda "Relações de Poder e Instituição no Campo das Esquerdas", com Flávia Gilene Ribeiro (UFMT) e Lia Vainer Schuchman (USP), na sala 112 da FE.

17/OUT, sexta-feira, das 18h às 20h: Diálogo em Psicologia Política "Psicologia Política e Militância: Subjetividades Insurgentes", com Fernando Lacerda Júnior (UFG) e Adriana Molas (UDELAR - Uruguai), no auditório da FE.

18/OUT, sábado, das 18h às 20h: Lançamento dos livros "O que é racismo?" & "O que é saúde mental?", no saguão térreo da FE.

Para maiores informações sobre o VIII SBPP, clique em Contato ou telefone para (62) 3209-6202 / 3521-1879.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Relações Sociais no Trabalho

Relações Sociais no Trabalho: estratégias de resistência psicossocial e política dos trabalhadores, com Jaqueline Gomes de Jesus

Estão tod@s convidad@s para essa roda de conversa, organizada pelo professor João Batista Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, na qual tratarei do tema Relações Sociais no Trabalho, a partir do reconhecimento das resistências e insurgências dos trabalhadores!

14/10/2014, às 14 horas
Instituto de Psicologia - UFRJ, Campus Praia Vermelha, Sala 7

Maiores informações em https://www.facebook.com/events/1477456225861579

domingo, 12 de outubro de 2014

Lançamento de "O Que É Racismo" em Luanda


Convite para o lançamento do nosso livro "O Que É Racismo?" na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, Angola, no dia 24 de outubro!

sábado, 11 de outubro de 2014

Desaprender o Natural


Nesta sexta-feira foi difícil chegar até a aula sobre diversidade no trabalho, no campus da UFRJ no Fundão.

O Túnel Rebouças estava parado, e depois um trecho da Linha Vermelha. Levei uma hora para um itinerário no qual costumo chegar em 20 minutos.

Estamos no módulo sobre habilidades físicas, já abordamos cor/raça e idade. Discutíamos sobre a invisibilidade de populações sócio-historicamente discriminadas quando um colega lembrou algo fundamental: por que não vemos nomes de praças, ruas e monumentos em homenagem a grandes personalidades, como Aleijadinho, negro e com deficiência física?

Evidenciou-se para os colegas que eles nunca tinham reparado nessa ausência, ou melhor, até então não perceberam que ela era comum, quando lembramos de personagens negros, indígenas, mulheres e com necessidades especiais da nossa história. Essa não pode ser uma mera coincidência, em um país que, como reconhecemos a partir de exemplos, relatos e dinâmicas, é profundamente racista, sexista, machista, capacitista, homofóbico, trasnfóbico, classista...

O desaprendizado do natural se expressando espontaneamente.

Apesar do cansaço, uma das recompensas de ensinar é ver que os alunos começam a reconhecer o estranho no que se costumar ter como natural. Nisso há aprendizado, que não é restrito aos estudantes.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Aécio Neves, Presidente do Brasil?

Bird Universe, de Chris Buzelli.

Não. Antes que me rotulem de estar apoiando Aécio Neves sem ter lido o que escrevo, ou após mal ler o que segue, antecipo que esta é uma análise desapegada de qualquer propósito militante.

O presente texto não se propõe a ser um manifesto em defesa do candidato Aécio, é uma interpretação inicial, talvez até um certo ponto intuitiva, de tão simples, dos resultados do 1º turno, que se pretende isenta, nos limites de tal proposta, feita por uma pensadora leiga nos meandros da Ciência Política e dos saberes experientes dos analistas do jogo político brasileiro.

Sim. Sou apenas uma psicóloga social que olha para os movimentos da sociedade e, propondo-se imparcial, fala o que compreende a partir de determinadas leituras, a partir de certos referenciais.

O que digo e assino pode causar sofrimento, repúdio ou júbilo, mas eis o dever de quem se propõe a pensar: ser livre de pensamento, doa a quem doer, aquém às paixões, porém ciente de sua capacidade de mover as pessoas, geralmente mais do que os argumentos racionais podem.


Considerando os dados das urnas, parece-me alta a probabilidade de que Aécio Neves torne-se o próximo presidente da República. Três fatores me levam a pensar assim:

1) A soma dos votos contrários à reeleição de Dilma Rousseff;

2) A derrota de Marina Silva, candidata negra viável, após intensa campanha de difamação por ela sofrida e falta de reação com força suficiente para se contrapor; e

3) A baixa votação proporcional de Luciana Genro, representante ostensiva dos anseios dos mais progressistas movimentos sociais e ativistas autônomos.

O que cada um desses elementos me sugere?

1) A maioria da população anseia por mudanças no atual modelo do Poder Executivo Federal;

2) A invisibilidade da identidade racial e o racismo velado que prejudicaram simultaneamente a campanha de Marina reiteram a falta de solidariedade para com aqueles que representam a imagem da maioria da população brasileira; e

3) As propostas dos movimentos sociais organizados, mais ideologizados, estão desconectadas dos interesses da sociedade civil. As jornadas de junho de 2013 não repercutiram no posicionamento ético-político da maioria da população brasileira, provavelmente nem foram reflexo dele, como alguns teorizaram, mas surgiram como expressões da demanda reprimida de certa parcela dos brasileiros.

E o que a soma deles me comunica, até grosseiramente?

Que massas de brasileiros reconhecem Aécio Neves como um candidato que pode de fato trazer mudanças, mais que Marina e Luciana.

Que o modelo do líder homem cisgênero branco heterossexual casado com filhos e renda ainda não foi mudado no imaginário social. Aécio atende a esse estereótipo.

Que se os movimentos sociais mais avançados em termos do debate sobre inclusão e valorização da diversidade não alcançaram o potencial para mudar discursos, seu apoio explícito às candidaturas mais radicais ou à candidatura do status quo político que realiza políticas sociais inclusivas, por mais limitadas que sejam, é inócuo.

A leitura dos eleitores é deveras egocêntrica, em silêncio considerando seus ganhos com esse ou aquele para definir seu voto, e não o ideário desenhado por este ou aquele grupo.

Os extremos não atraem a maioria silenciosa, e Aécio está no meio-termo da transformação.

Somos um país coletivista com alta hierarquia de poder. Somos um país racista e sexista que vive o mito da democracia racial e da exotificação domesticada dos corpos femininos, no qual mudanças a longo prazo não são bem compreendidas, em termos culturais. Somos o país do jeitinho, último recurso dos excluídos para sobreviveram a nossa elite clânica, mesquinha e com visão patrimonialista.

Assim, caso não haja uma reviravolta decorrente da propaganda eleitoral neste 2º turno, principalmente no que se refere às estratégias para a televisão, mais comum em nossas casas que geladeiras e mais acessada como fonte primária de informação do que a internet, percebo que a tendência é que Aécio Neves, sob a sombra de seu avô Tancredo Neves, seja eleito presidente do Brasil.

Soa esdrúxulo, porém neste meu juízo não existe amargor ou doçura. Há tão-somente uma seca constatação: o pássaro pode sim devorar a estrela.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Dia de Eleição, na Visão do (E)leitor

Por Jorge Antonio Barros para a Coluna do Ancelmo Góis/O Globo.


"O Rio viveu hoje um domingo atípico, com trânsito intenso de veículos, restaurantes lotados e suspensas as áreas de lazer do Aterro do Flamengo e da orla da Zona Sul da cidade. Foi a sétima eleição presidencial, desde a redemocratização há 25 anos".

Leia a nota completa em http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo

domingo, 5 de outubro de 2014

Entrevista a Márcio Sales Saraiva


Concedi entrevista sobre transfeminismo, movimento negro e eleições, sob a perspectiva de gênero, ao sociólogo e cientista político Márcio Sales Saraiva.

Confira em http://professormarciosaraiva.com.br/jaqueline-gomes-fala-sobre-transfeminismo-movimento-negro

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eleições 2014: Posicionamento Ético-Político do CRP-DF


ELEIÇÕES 2014

POSICIONAMENTO ÉTICO-POLÍTICO DO CRP DF

Considerando que o(a) psicólogo(a) deve atuar com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural (Código de Ética Profissional, Princípio III) e que processos políticos impactam na produção de subjetividades e práticas sociais;

O Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP DF) aponta princípios cujas presenças devem ser estruturantes nas plataformas de candidatas e candidatos nas Eleições 2014, haja vista os marcos regulatórios que orientam a profissão, a saber, a Declaração Universal de Direitos Humanos e a Constituição Federal:

• pela promoção e defesa da ampliação contínua e progressiva da democracia brasileira;

• por representações políticas sem favorecimentos corporativos ou autárquicos. Ser psicóloga ou psicólogo não são condições primeiras para se eleger um(a) candidato(a), sob o argumento de que cuidarão de interesses da categoria, mas sim seu compromisso com a população brasileira na garantia e ampliação da cidadania de todas e todos;

• pela defesa da laicidade do Estado – que não implica em um Estado que se opõe à religião, mas, ao contrário que protege a liberdade de crenças evitando a sobreposição de alguma religião em questões políticas e a conseqüente violação dos direitos e liberdades individuais;

• pelos direitos das mulheres, com destaque aos direitos sexuais e reprodutivos, combatendo todas as formas de machismo e discriminação;

• pelo direito à diversidade na convivência familiar. A família nuclear tradicional não representa todas as possibilidades de arranjos familiares;

• pelo fortalecimento dos laços sociais e da cidadania como meios para a resolução dos conflitos sociais e responsabilização em detrimento do recrudescimento penal e/ou da oportunista bandeira da redução da maioridade penal;

• pela ampliação dos investimentos em saúde e sua oferta garantida à luz da laicidade, sem repasse de recurso público para serviços atravessados por discursos ou práticas de caráter dogmático-religioso;

• por uma sociedade equânime que respeite a diversidade humana (de gênero, cor/raça, etnia, orientação sexual, idade, habilidades físicas e cognitivas, classe social, origem geográfica, profissão, entre outras dimensões).

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO DISTRITO FEDERAL - 1ª REGIÃO

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eu sou uma Jaqueline


Eu sou Jaqueline da terra vermelha, do mar azul celeste, dos livros na estante e na cabeceira da cama, das noites em claro, de uma antiga família de mestiços, de uma extensa linhagem de feiticeiras.

Eu sou uma velha também, no meu sangue o café de Minas, nas minhas carnes as frutas do Cerrado, nos meus ossos a farinha de Sergipe. No coração, a Baía da Guanabara.

Eu sou, ainda, uma criança, mais um desses quereres silenciosos, que vez ou outra gritam pelas ruas, que quase sempre vagueiam pelas escuras estradas da vida com lanterna na mão, à cata de sonhos diamantinos.

Eu sou sim mulher do mato, minha alma é da floresta. Sou mais uma folha na grande árvore de nós, mais uma negra que cultiva hortas... E tão-somente uma Jaqueline, um "sorriso com óculos de doutora".